LATENTE
O veneno que cuspo vem de dentro de mim,
De dentro da alma.
E persiste enquanto me envenena, lenta e obsessivamente.
Meu indicador aponta o meliante, mas ainda me direciona o polegar.
A beleza do olho de vidro refletido no espelho da alma evidencia que algo está fora do lugar.
Me penitencio a cada dor por não me comprometer com minhas verdades.
Até quando construir muros por fingir não se ter o quê negar?
Sara Mazuco
